Doutoramento em Estudos da Criança, na especialidade de Comunicação Visual e Expressão Plástica  

 

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Realizaram-se no dia 18 de maio de 2018, às 14h30, as Provas de Doutoramento em Estudos da Criança, na especialidade de Comunicação Visual e Expressão Plástica, requeridas pela Mestre Maria Antónia Soares Noites, tendo como orientadora a investigadora do CIEC Sandra Susana Pires Silva Palhares, em conjkunto com a professora Ana Luísa Rodrigues. O júri foi presidido pela Doutora Maria Beatriz Ferreira Leite Oliveira Pereira, tendo estado presentes os seguintes vogais: Doutor António Manuel Seixas Sampaio da Nóvoa, da Universidade de Lisboa; Doutor Leandro da Silva Almeida, da Universidade do Minho;  Doutor Samuel Joaquim Moreira da Silva, da Universidade do Porto; o Doutor Elisiário José Vital Miranda, da Universidade do Minho; Doutora Sandra Susana Pires Silva Palhares, da Universidade do Minho e o Doutor Rui Alexandre Lopes de Sousa, da Universidade Lusíada – Norte. No final, o júri deliberou, por unanimidade, aprovar a candidato atribuindo-lho a menção de “Bom com distinção”.

Título da Tese: “Repensar os Espaços Escolares. O Impacto do Espaço-Físico na Educação: Ensino Básico e Secundário”

Resumo: O Programa de Modernização do Parque Escolar nas Escolas Secundárias Portuguesas (PMEES) foi criado em 2007, com o objetivo de superar o atraso educativo do país face aos padrões europeus. No entanto, foi suspenso em 2011, quando apenas uma parte das escolas previstas tinha sido intervencionada. Assim, atualmente existem escolas renovadas ao lado de escolas que não foram objeto de qualquer intervenção e que estão no limiar da degradação. Para esta investigação, optou-se pelo estudo de caso múltiplo, através da seleção de duas escolas incluídas no PMEES, da área metropolitana do Porto, próximas entre si, em que uma foi intervencionada e outra não. Pretendeu-se verificar de que forma as mudanças introduzidas a nível do espaço-físico (arquitetónico) na escola intervencionada, foram percecionadas pelos alunos e professores. A amostra foi composta por 569 alunos e 62 professores, que eram utentes das escolas selecionadas no ano letivo 2014/2015, utilizando-se questionários (como instrumento preferencial), a observação direta e a pesquisa documental, para aferir o impacto do espaço-físico escolar, enquanto ferramenta pedagógica na promoção de ambientes formativos estimulantes. Os resultados 59obtidos com este estudo revelaram dados pertinentes no que respeita à interferência e influência do espaço-físico escolar no processo de ensino e aprendizagem, verificando-se que o grau de satisfação dos utentes da escola intervencionada é superior ao dos utentes da escola não intervencionada e que o grau de satisfação após as obras é superior ao que existia antes das obras. Concluímos que existem diferenças significativas entre a escola que foi objeto de intervenção pelo PMEES e a escola que não foi intervencionada. Constatamos, aliás, que a diferença de resultados constitui um forte indicador da existência de segregação social e educativa entre escolas renovadas e escolas não renovadas, uma vez que os alunos e professores da escola não intervencionada consideram-se excluídos no acesso a uma educação num ambiente educativo inovador, eficaz e promotor de uma educação para o século XXI.

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