Doutoramento em Estudos da Criança, na especialidade de Comunicação Visual e Expressão Plástica  

 

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Realizaram-se no dia 22 de janeiro, às 10 horas, as Provas de Doutoramento em Estudos da Criança, na especialidade de Comunicação Visual e Expressão Plástica, requeridas pela Mestre Ângela Sofia Mendes Ferreira, tendo como orientadora a Doutora Maria Eduarda Ferreira Coquet. O júri foi presidido pela Doutora Maria Graça Ferreira Simões Carvalho, tendo estado presentes os seguintes vogais:  a Doutora Maria Eduarda Ferreira Coquet, da Universidade do Minho; o Doutor Pedro Leão Ramos Ferreira Neto, da Universidade do Porto; a Doutora Sandra Susana Pires Silva Palhares, da Universidade do Minho; o Doutor José Alberto Lourenço Gonçalves Martins, da Universidade do Minho; a Doutora Susana Maria Sousa Lopes Silva, do Instituto Politécnico do Porto;  e a Doutora Maria Luísa Pinheiro Guimarães Fragoso, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. No final, a candidata foi aprovada, por unanimidade, com a menção de “Muito Bom”.

Título da Tese: “O Espelho do Índio: A estética da afetividade no autorretrato da criança indígena na Fotopintura

101Resumo: Esta tese insere-se nas discussões de Artes Visuais, Comunicação e Antropologia Visual e lança uma reflexão sobre um possível “lugar” da imagem, ao abordar as relações de afetividade que se estabelecem com o objeto-fotografia. Partimos do pressuposto de que a revelação de um sentido para os novos produtos fotográficos depende da capacidade de criar novos processos de relação entre as partes envolvidas, de encontrar um novo cenário de diálogo mediado pela fotografia que, ao ser encarada como resultado de um fragmento do real, funciona também como registo do confronto entre o sujeito e o mundo. A pesquisa situa-se no campo da arte contemporânea e apresenta uma série de processos de criação de imagens com a intenção de propor uma mudança de postura nas construções visuais “de” e “para” grupos de crianças indígenas do Nordeste brasileiro, gerando uma espécie de estética do afeto. Neste processo partimos de diferentes pontos de vista: – Primeiramente investigamos do ponto de vista dos indígenas, que estão a desconstruir as suas imagens estereotipadas e a fabricar múltiplas autoimagens, as quais recebem funções específicas de acordo com o contexto no qual estão inseridas. Buscamos uma reflexão sobre a experiência estética de autorrepresentação dos sujeitos retratados entendida como a dimensão produtora de novos sentidos para a fotografia, a propósito de um tipo de produção fotográfica específica: a Fotopintura. – Por outro lado, assumimos a perspetiva do olhar do artista, pesquisador e educador ao utilizarmos propostas metodológicas diferenciadas de interação com os sujeitos pesquisados para pensar uma estética na qual a imagem é inserida de forma a constituir esse diálogo. – Por fim, realizamos uma série de trabalhos, exposições e intervenções artísticas, aqui representadas sob a forma de objeto “livro de artista”, resultante da experiência vivida e aplicada e que parte de uma abordagem à fotografia como importante instrumento filosófico e poético, capaz de mediar as possíveis relações entre os afetos e a construção do conhecimento, revelando a força da estética da afetividade.

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