Musica no Claustro VI, 2015, “ENSEMBLE SETE LÁGRIMAS”

103O Auditório Vita inicia o seu 6º ciclo anual de concertos intitulado “Música no Claustro” neste sábado,  4 de Junho, pelas 21.30h. O ciclo desenvolve-se nos quatro sábados do mês de Julho e procura trazer a Braga intérpretes consagrados na área da Música Antiga, com incursões pontuais na música de outras épocas. O evento conta com a direcção artística da investigadora do CIEC Maria Helena Vieira.

Primeiro CONCERTO: “O vento (ou a viagem). A poesia na “Missa de Pentecostes” de João Madureira e na tradição secular renascentista”

“…mas não sabes de onde vem, nem para onde vai” (Jo 3, 8).  “Amores e desamores. Alegria e tristeza. Encontros e despedidas… Um imenso itinerário interior. Porque, ‘afinal, a melhor maneira de viajar é sentir’ ” (Álvaro de Campos-Fernando Pessoa).  [João Madureira, compositor]

Antes de mais, a paisagem e os seus lugares: o céu, o mar, a noite, a luz e o amanhecer, o jardim, o vento, a estrada; a face visível do mundo. Depois, a medida do infinito, feito de “torvelinho cósmico e profundo” (Pascoaes), de “luz cinzenta que borda o mar” (Mourão), de “fulgor” (Llansol), de “límpido esplendor” (Sophia), de “começo” (Cesariny, citação adaptada). Um infinito feito da imanência que atravessa todos estes textos. Finalmente, na sua diversidade temática e gestual, estes cinco textos trazem consigo a voz que tanto são quanto buscam, a voz que caminha, incansável, na sua vocação de encontro e comunhão. [Cristiana Vasconcelos Rodrigues – “Sobre os textos cantados” in “Vento”, Arte das Musas/Sete Lágrimas.

O programa deste concerto coloca em diálogo a poesia ibérica dos séculos XVI e XVII com música composta especialmente para o projecto por Filipe Faria e Sérgio Peixoto sobre textos anónimos dessa época e a Missa de Pentecostes escrita por João Madureira especialmente para o grupo, numa vertigem experimental alimentada pela estética que Sete Lágrimas foi construindo na última década, reconhecida nacional e internacionalmente. “Testemunhos de vários homens e épcoas, visitando este tempo que é o nosso, num novo encontro com os maravilhosos Sete Lágrimas” (João Madureira).

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