Doutoramento em Estudos da Criança, na Especialidade de Saúde Infantil

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Realizaram-se no último dia 20 de março, às 10h, as Provas de Doutoramento em Estudos da Criança, na Especialidade de Saúde Infantil, requeridas pela Mestre Emília da Conceição de Jesus Gonçalves, tendo como orientadora a Doutora Maria da Graça Ferreira Simões de Carvalho. O júri foi presidido pelo Doutor José Augusto de Brito Pacheco, tendo estado presentes os seguintes vogais: Doutora Maria da Graça Ferreira Simões de Carvalho, da Universidade do Minho; Doutora Maria Beatriz Ferreira Leite de Oliveira Pereira, da Universidade do Minho; Doutora Maria Isabel Dias de Carvalho Neves Cabrita Condessa, da Universidade dos Açores; Doutora Zélia Ferreira Caçador Anastácio, da Universidade do Minho; e a Doutora Rosa Branca Cameira Tracana Pereira, do Instituto Politécnico da Guarda. No final, a candidata foi aprovada por unanimidade.

 Título da Tese: “A prática de atividade física de crianças/jovens e de seus familiares adultos na promoção da saúde: um estudo em três comunidades locais”

Resumo: Numa época em que a atividade física (AF) é considerada um fator determinante qualidade de vida das 56populações, a criação de ambientes saudáveis e favoráveis à sua prática deve ser tida como uma das prioridades de qualquer comunidade. Neste sentido, em três freguesias do Concelho de Amarante, procurou-se conhecer as práticas atuais de AF de crianças e jovens e relacioná-las com as práticas dos seus familiares adultos quando crianças e atualmente. Utilizaram-se dois instrumentos para a aquisição de dados, questionários e entrevistas. Construiu-se um questionário para crianças e jovens e um outro para os seus familiares adultos, os quais, depois de validados foram aplicados a 290 alunos distribuídos por três anos de escolaridade (5.°, 7.° e 9.° ano) de três freguesias (União de Freguesias (UF) de Amarante; Vila Caiz; Fregim), e 431 familiares adultos. Depois de preparados os guiões de entrevistas, foram entrevistados 24 alunos, por cada ano de escolaridade em cada em dos dois agrupamentos de escola e 24 familiares desses alunos. Os resultados obtidos evidenciam uma prática de AF muito reduzida nos dois grupos estudados, crianças jovens e adultos. A maioria das crianças/jovens apenas pratica AF nas aulas de Educação Física. A prática de desporto escolar é realizada por menos de metade dos alunos (49,3%) e apenas (39,3%) pratica uma modalidade desportiva fora da escola, especialmente os rapazes (54,2%), maioritariamente futebol (18,3%). A maioria dos familiares adultos não praticava qualquer AF enquanto criança/jovem (79,7%) e também não a pratica atualmente (63,2%), sendo a caminhada diária a AF mais praticada ( 5,1%), especialmente por mulheres (28,6%). A maioria das crianças/jovens da UF de Amarante diz ter as condições necessárias na freguesia onde reside para praticar a AF, contudo, as raparigas de Vila Caiz desejam infraestruturas para praticar outros jogos e a continuidade da ecopista. A continuação da ecopista é desejo partilhado pelos jovens residentes em Fregim que também pedem um ginásio gratuito com professores qualificados. A maioria dos adultos da UF de Amarante refere que a freguesia apresenta as condições necessárias para a prática de AF mas gostavam de obter mais informações sobre a importância da prática de AF na saúde. Em contrapartida, são muitos os adultos das freguesias de Vila Caiz e Fregim que concordam com a falta de infraestruturas, que passa pela colocação de passeios e passadeiras nas ruas (11,8% e 5,9%, respetivamente para Vila Caiz e Fregim), a continuação da ecopista (15,7% e 11,8) que, para já, só favorece os residentes na zona urbana (UF Amarante) e um ginásio gratuito com professores qualificados (7,1% e 21,9%). As conclusões desta investigação indicam que as crianças e jovens atuais praticam mais AF na escola e em desporto fora da escola do que os seus familiares adultos quando eram crianças/jovens, e ainda que o Concelho de Amarante necessita de melhorar as condições infraestruturais de equipamentos de desporto e lazer com vista a proporcionar as práticas de AF dos seus cidadãos e, assim, contribuir para a promoção da saúde da sua população.

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