Doutoramento em Ciências da Educação, especialidade em Desenvolvimento Curricular

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Realizaram-se no dia 17 de outubro de 2014, às 10h, as Provas de Doutoramento em Ciências da Educação, especialidade em Desenvolvimento Curricular, requeridas pela Mestre  Amália Helena de Vasconcelos Maiato, tendo como orientadora a Doutora Maria Assunção Flores Fernandes. O júri foi presidido pela Doutora Maria Graça Ferreira Simões Carvalho, tendo estado presentes os seguintes vogais: Doutor José Augusto de Brito Pacheco, da Universidade do Minho; Doutora Maria Assunção Flores Fernandes, da Universidade do Minho; Doutora Maria do Carmo Pereira de Campos Vieira da Silva, da Universidade Nova de Lisboa; Doutor José Carlos Bernardino Carvalho Morgado, da Universidade do Minho; e a Doutora Ermelinda Monteiro Silva Cardoso, da Universidade Katyavala Buila, Benguela, Angola. No final, a candidata foi aprovada por unanimidade.

Título da Tese: “Necessidades de Formação Contínua dos Professores de Ensino Primário: Um estudo no município de Benguela, Angola”  4

Resumo: Este estudo tem como objetivo geral analisar as necessidades de formação contínua dos professores do ensino primário no município de Benguela, com vista à implementação de ações que visem a sua superação, contribuindo, assim, para o seu aperfeiçoamento profissional e para a melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem dos alunos. Tendo em conta os objetivos propostos para esta investigação, e ao pretendermos estudar as necessidades de formação contínua dos professores do ensino primário, o estudo partiu primordialmente das perceções e representações dos professores. Para tal, optámos por realizar uma investigação que combinou as abordagens qualitativa e quantitativa (questionários e entrevistas), junto de um grupo de professores que lecionavam nas escolas do ensino primário. Participaram neste estudo 25 professores através de entrevista (1a fase do estudo) e 866 professores que responderam ao inquérito por questionário (2a fase). O processo de recolha de dados incluiu ainda a realização de entrevistas a cinco decisores políticos (3a fase), com o objetivo de conhecer a sua perspetiva sobre a política de formação de professores e as orientações políticas dominantes quanto à formação contínua ao nível do Ensino Primário. Os resultados obtidos apontam para a valorização da formação contínua por parte dos professores no sentido de colmatar os problemas do seu desempenho e da sua qualificação profissional. Por outro lado, a maior parte dos professores tem uma opinião favorável em relação à reforma educativa, apesar de haver divergências no que diz respeito ao contributo da mesma para a melhoria das aprendizagens dos alunos. Os professores admitem ainda que enfrentam muitas dificuldades ao implementá-la, sobretudo no que se refere à questão da avaliação e dos recursos disponíveis. Os professores frequentam regularmente ações de formação, o que, de certa forma, tem ajudado na melhoria da sua qualificação técnica e pedagógica. Em relação à quantidade de ações de formação frequentadas pelos respondentes, a maioria frequentou mais de cinco seminários de capacitação relacionados com a prática profissional, o que evidencia uma procura ativa de ajuda para a melhoria da qualidade da prática profissional. Quanto a expectativas relativamente à frequência da formação no futuro, os dados ressaltam o interesse e a disponibilidade dos professores em continuar a participar em ações de formação contínua, realçando o desejo de aprenderem sempre e cada vez mais, sendo que, para estes professores, o objetivo é melhorar o seu desempenho profissional, tendo manifestado a necessidade de adquirirem conhecimentos em temas relacionados com as áreas que lecionam. Além disso, os professores defendem a prioridade concedida aos professores primários no acesso às escolas de formação, a realização de mais seminários de capacitação, a qualidade dos formadores e o contacto com outras realidades nomeadamente a portuguesa, para a solução das dificuldades com a língua portuguesa. Os resultados desta investigação indicam que a maioria dos professores defende uma formação contínua centrada na escola, pois a formação em contexto de trabalho constitui uma estratégia importante para promover o desenvolvimento profissional contínuo dos professores tendo em conta os problemas e dificuldades sentidas no seu quotidiano. Assim, consideramos ser necessário desenvolver e potenciar a formação de professores, tanto a formação inicial como a contínua, com vista a um desenvolvimento profissional mais efetivo e eficaz.

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