Doutoramento em Ciências da Educação, especialidade de Desenvolvimento Curricular

Realizaram-se hoje, dia 08 de novembro às 10:45 horas, as Provas de  Doutoramento em Ciências da Educação, especialidade de Desenvolvimento  Curricular, requeridas pela Mestre Ermelinda de Lurdes Salgado Correia,  tendo como orientadora a Doutora Maria Assunção Flores Fernandes. O júri foi  presidido pelo Doutor Carlos Alberto Vilar Estêvão tendo estado presentes os  seguintes vogais: Doutora Ana Margarida Veiga Simão, da Universidade de  Lisboa; Doutora Maria Assunção Flores Fernandes, da Universidade do Minho;  Doutor António José Meneses Osório, da Universidade do Minho; Doutora Sandra  Raquel Gonçalves Fernandes, da Universidade de Coimbra; Doutora Ana Maria  Carneiro Costa e Silva, da Universidade do Minho; e o Doutor Carlos Manuel  Ribeiro da Silva, da Universidade do Minho. No final, a candidata foi  aprovada por unanimidade.

Título da Tese: “Contextos e Oportunidades de Formação e Desenvolvimento Profissional. Um Estudo com Professores de Informática”

Resumo: Este trabalho tem como objetivo principal o estudo da formação e desenvolvimento profissional dos professores de Informática, tendo em conta  o seu percurso formativo, o modo como encaram o ensino, as oportunidades de  aprendizagem e de desenvolvimento profissional no local de trabalho, bem  como as condições e recursos dos contextos em que exercem funções docentes.  Tendo por base os objetivos propostos nesta investigação, e ao pretendermos  estudar a Formação e Desenvolvimento Profissional dos professores de  Informática no seu contexto de trabalho, o estudo partiu essencialmente das  perceções dos docentes. Para isso, optámos por realizar uma investigação  mista, combinando a abordagem quantitativa (numa 1a fase) e qualitativa (na  2a fase), utilizando questionários e entrevistas semi-directivas, embora com  maior pendor qualitativo e numa lógica colaborativa, através da  implementação de um projeto de investigação-ação (2a fase), envolvendo um  grupo de professores de Informática. Neste estudo, numa primeira fase,  participaram 520 professores que lecionavam disciplinas de Informática e/ou  Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e, numa segunda fase, 10  professores, que participaram num projeto de investigação-ação. Os  resultados obtidos sugerem que a formação inicial dos professores de  Informática não é especialmente vocacionada para o ensino, embora a considerem como uma mais-valia para a  componente tecnológica das suas práticas. Relativamente à formação contínua,  os dados revelam que, se, por um lado, os professores defendem,  maioritariamente, que deve responder a necessidades a longo prazo, por  outro, sobressai uma indefinição sobre se a formação deve centrar-se no  desenvolvimento de destrezas de .atividades centradas na sala de aula ou no  desenvolvimento individual. Esta situação deve-se à natureza da sua área de  conhecimento técnico, levando os professores de Informática a «dependerem»  da formação contínua, fator apresentado como a principal motivação para a  sua procura, reconhecendo também que é um meio de desenvolverem as suas  destrezas, competências e conhecimentos técnicos imprescindíveis às suas  práticas, embora admitam também que ela deverá ter ainda em conta uma  perspetiva de desenvolvimento da escola.

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