2012: Avaliação de um programa de intervenção na fluência de leitura

Ferreira, A., Ribeiro, I. S. & Viana, F. L. (2012). Avaliação de um programa de intervenção na fluência de leitura. Revista Iberoamericana de Educación, nº 59(4) , pp. 1-13. (QUALIS B1)

 

No “capítulo” desta semana da retrospectiva de trabalhos de 2012 do CIEC, entra em cena o artigo publicado na Revista Iberoamericana de Educación por conta da Profª Fernanda Leopoldina, investigadora do nosso centro.

Esta pesquisa tem por objetivo avaliar as mudanças de desempenho ocorridas ao longo de um programa de intervenção com alunos do 5.º ano de escolaridade e orientado para o desenvolvimento da fluência em leitura. Foram realizadas 13 sessões, orientadas pelos professores de Língua Portuguesa, com a duração de 45 minutos e periodicidade quinzenal.

Participaram no programa todos os alunos da escola onde o projeto decorreu (n = 270), mas, para efeitos de avaliação, foram selecionados, de modo aleatório, 54 alunos. Nesta avaliação foi usado um design de grupo único com três medidas repetidas no tempo. Recorreu-se à gravação vídeo da leitura de dois excertos de 100 palavras extraídos de duas obras recomendadas pelo Plano Nacional de Leitura de Português, a partir da qual foi calculado o tempo individual de leitura e o número de erros.

Registaram-se diferenças estatisticamente significativas nos três momentos de avaliação, traduzidos na redução no tempo de leitura e no número de erros. Os resultados mostram que o programa teve efeito em todos os alunos, traduzido na redução do tempo de leitura e no número de erros de leitura. Apesar das mudanças observadas, o coeficiente de correlação intraclasse sugere que embora os alunos com piores desempenhos tenham melhorado, continuam a ter resultados inferiores ao dos seus pares com melhores desempenhos.

Os resultados encontrados são semelhantes aos reportados em estudos que avaliaram o efeito de programas de intervenção dirigida para o desenvolvimento da fluência leitora, embora os mesmos tenham sido efetuados com alunos a frequentar anos escolares anteriores ao do presente estudo. Dado que os progressos na recuperação são menores à medida que a escolaridade aumenta, os resultados obtidos podem considerar-se relevantes.

O artigo poderá ser acedido fazendo clique na imagem ao lado.

 

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