2012: TCL – Testes de Compreensão da Leitura

Esta semana a retrospectiva 2012 de trabalhos publicados durante este ano pelos membros do CIEC incide sobre os Testes de Compreensão da leitura, de autoria das investigadoras do CIEC Fernanda Leopoldina e Irene Cadime, conjuntamente com a Professora Iolanda Ribeiro. A obra foi a vencedora do Prémio CEGOC 2011.

Cadime, I., Ribeiro, I., & Viana, F. L. (2012). TCL – Teste de Compreensão da Leitura. Lisboa: Cegoc-Tea Edições.

A avaliação periódica de uma aprendizagem longa e complexa como o é a da leitura constitui uma exigência quando há razões para desconfiar de atraso ou de anomalia que, detetados precocemente, podem ser remediados. Esta avaliação pode ser feita em duas etapas. Na primeira, investiga-se o nível global de proficiência. Sendo o objetivo da aprendizagem da leitura tornar o aluno capaz de compreender um texto adaptado aos recursos linguísticos e cognitivos típicos da sua idade, o teste deve permitir estimar o seu nível de proficiência através do resultado da atividade de leitura. Neste resultado estão portanto incluídos, sem distinção aparente à primeira vista, o exercício da habilidade de identificação das palavras do texto – sem a qual a sua leitura não é possível – e o esforço intencional e dinâmico de compreensão, que se baseia na ativação essencialmente automática dos significados conhecidos e dos processos de análise sintática e engloba integração semântica, raciocínio inferencial, ponderações pragmáticas. Este esforço apoia-se na experiência adquirida na interpretação dos elementos da comunicação textual, no que a compreensão em leitura se distingue da compreensão do discurso oral. Todos estes fatores são mobilizados para garantir a conformidade entre o sentido extraído e o sentido pensado pelo autor. A segunda etapa da avaliação é opcional. Obviamente, ela é dispensável se o resultado da primeira for bom, ou pelo menos não preocupante. Se, pelo contrário, ele for insuficiente, torna-se necessária uma investigação mais aprofundada. Testes específicos permitem então determinar em que componentes da atividade de leitura o aluno apresenta deficiências: pode ser o mecanismo de identificação das palavras escritas, que não se terá desenvolvido e atingido a eficiência esperada tendo em consideração a instrução recebida e o tempo dedicado à leitura; pode ser alguma ou algumas das capacidades linguísticas e cognitivas que intervêm na compreensão; e podem ser ambas as componentes, o que acontece frequentemente, em particular entre as crianças que vivem em meio sociocultural desfavorecido. Este tipo de investigação mais pontual será, aliás, proveitosamente guiado pela observação fina do comportamento do aluno no teste preliminar de avaliação do seu nível global, não diferenciado, de proficiência.

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