Doutoramento em Estudos da Criança, especialidade de Sociologia da Infância

Realizaram-se no dia 30 de Maio de 2011 às 14:30 horas, as Provas de Doutoramento em Estudos da Criança, especialidade de Sociologia da Infância, requeridas pela Mestre Evelyn Lauria Noronha, tendo como orientador o Doutor Manuel José Jacinto Sarmento Pereira. O júri foi presidido pelo Professor Doutor Leandro Silva Almeida e incluiu os seguintes vogais: Doutor Manuel Carlos Ferreira da Silva da Universidade do Minho; Doutor Manuel José Jacinto Sarmento Pereira, da Universidade do Minho; Doutor José Luís d’Almeida, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro; Doutora Natália Fernandes, da Universidade do Minho; e a Doutora Catarina Almeida Tomás, do Instituto Politécnico de Lisboa. No final, a candidata foi aprovada por unanimidade.

Título da Tese: As crianças perambulantes-trabalhadoras, trabalhadoras-perambulantes nas feiras de Manaus: um olhar a partir da Sociologia da Infância.

Resumo: A Tese intitulada: As crianças perambulantes-trabalhadoras, trabalhadoras-perambulantes nas feiras de Manaus: um olhar a partir da Sociologia da Infância, realizou-se durante o Doutoramento em Estudos da Criança, na área de conhecimento Sociologia da Infância tendo como objetivo investigar e analisar a imagem da infância que circula nas feiras de Manaus, a partir de um estudo etnográfico em algumas feiras e mercado de Manaus, no Estado do Amazonas, Brasil e  se objectivou, ainda, compreender em que medida isto torna natural o trabalho das crianças. A observação e entrevistas contou com a participação de crianças, feirantes e Conselheiros Tutelares. Com as crianças foram feitas entrevistas informais não estruturadas e na sua maioria gravadas. Com os adultos (feirantes e Conselheiros Tutelares), foram realizadas entrevistas formais estruturadas, com perguntas abertas. A amostra utilizada na análise foi composta por 117 feirantes distribuídos em diferentes feiras da cidade de Manaus – AM e por 20 conselheiros tutelares, dentre os quais foi escolhido um Conselho de cada região geográfica onde se localizava a feira.

Desta análise, realizou-se um trabalho estatístico. A análise dos dados obtidos demonstrou que as piores formas de trabalho das crianças nas feiras fazem parte de um modo de compreender a infância pobre e de uma moldagem do próprio sistema e de suas relações com a pobreza. Evidencia-se que é necessário colocar a infância no centro de debates, garantindo a participação das crianças trabalhadoras enquanto sujeitos de direitos, no exercício da cidadania e na escuta das crianças.

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